|
Livros
(Books)
Poemas
(Poems)
Textos
(Texts)
Frases/Pensamentos
(Phrases)
Livro de Visitas
(Guestbook)
|
LIVROS
BOOKS
|
Fiódoro Dostoievski |
|

Crime e Castigo
Traduzir
|
Antes de morrer, Ana de Gusmão manda chamar Maria
Inês à sua casa no Alentejo e deposita nas suas mãos uma cruz de madeira
- velha de trezentos anos - onde Cristo está ausente.
De regresso a Lisboa, onde vive, Maria Inês conserva a
misteriosa cruz durante largo tempo, sem saber muito bem qual o seu
significado, nem por que motivo ela lhe chegara às mãos. O verdadeiro
sentido soube-o, um dia, ao ter olhado à sua volta e ter constatado que
cada um de nós carrega na forma de uma dor, na incerteza de um destino,
na doença e na morte, o recorte da esperança, quando nos dispomos a ver
em cada semelhante um destino único e singular e, na cruz, o lugar de
salvação que só a solidariedade e o amor podem imortalizar.
De todos os livros da autora, este é porventura o mais
enigmático e aquele que melhor espelha a complexidade romanesca que
varre o interior de cada personagem. Um livro cheio com pessoas e
tempos, sonhos e adversidades, selado pelas ilusões de um mundo
português em transformação. |
|
|
|
|

Gente Pobre
Traduzir
|
Em 1846, aos 25 anos de idade, Doistoiévski publica o seu primeiro
romance Gente Pobre que anuncia a grandeza da sua obra romanesca.
Escrito sob forma epistolar,
contém muito pouco de descrição, mas em contrapartida o autor
conferiu-lhe uma intensidade emocionante. Passa-se num bairro pobre de
São Petersburgo, onde um funcionário de meia-idade troca correspondência
com uma jovem costureira.
Demasiado pobres para se casarem,
o seu amor passa todo pelas cartas, onde contam um ao outro os pequenos
acontecimentos do dia-a-dia e revelam o seu mundo íntimo, marcado pelo
sofrimento e pela humilhação. |
|
|
|
|

O Eterno Marido
Traduzir
|
Universalmente considerado como
um dos iniciadores da literatura moderna, Dostoiévski é também em muitos
aspectos um precursor do pensamento de Freud pela admirável compreensão
das motivações profundas e não conscientes, do sofrimento psíquico, da
linguagem dos sonhos, dos laivos de loucura que caracterizam os
comportamentos.
Neste conto, o autor trata de um
tema muito divulgado nas literaturas europeias de meados do século XIX,
especialmente na francesa: o argumento narra um triângulo amoroso –
marido, mulher e amante – através da voz de um homem rico e indolente,
que é confrontado com o marido, depois viúvo, da sua amante.
À semelhança de «O Idiota», já
publicado nesta colecção, em «O Eterno Marido» o ciúme é o tema-chave;
mas, enquanto naquele livro os conflitos são vividos, através de uma
perspectiva cómica, por personagens dotados de grande força interior, em
«O Eterno Marido» dá-se a dramatização do tema, logo esse sentimento é
elaborado em função de um personagem cheio de fragilidades, propenso a
uma passividade que o expõe ao ridículo, e as suas tentativas de abafar
os seus ressentimentos e alcançar a felicidade a todo o custo acabam por
se exteriorizar assumindo os contornos do crime.
No entanto, mais do que esta
compreensão que Dostoiévski possui em relação aos comportamentos,
fascinam-nos a sua intuição poética e o seu alcance filosófico, que nos
deixam perante o enigma do psiquismo humano como mistério insondável que
não obedece a qualquer lei da vida material.
Considerado pela crítica mundial
como um dos mais perfeitos trabalhos de Dostoiévski, «O Eterno Marido»,
publicado pela primeira vez em revista corria o ano de 1870, só no ano
seguinte teria a sua primeira edição em livro esta versão em língua
portuguesa, da responsabilidade de Nina Guerra e Filipe Guerra, é fruto
de um trabalho de tradução feito directamente a partir do russo. |
|
|
|
|

O Idiota
Traduzir
|
Após uma longa ausência de São
Petersburgo, o príncipe Míchkin retorna ao seu país.
Oficialmente sofre de um estado
de depressão nervosa, o que serve para evitar equívocos quando à real
condição do príncipe: este padece de uma forma totalmente idiota de ser,
que se torna visível na mais pequena demonstração da vontade que carece
ter. Consequentemente à falta de decisão e vontade própria, Míchkin tem
uma confiança ilimitada naqueles que o rodeiam.
No decorrer da sua viagem conhece
Rogójin, um exuberante e abastado jovem de quem se faz amigo. Rogójin
entretém o príncipe com o desenvolver da sua ardente paixão por uma
certa Nastássia Filíppovna, mulher bela e generosa, mas de reputação
duvidosa.
Ao chegar a casa do general
Epantchin, Míchkin ouve falar nova-mente de Nastássia e apercebe-se que
Gánia, o jovem secretário do general, pretende desposá-la pelo seu dote.
O príncipe sente o desejo
irresistível de a encontrar, o que acontece na casa de Gánia. Segundo o
seu entender, Nastássia não merece casar com um homem que não a ame, que
queira apenas o seu dinheiro, como é a intenção de Gánia.
Entretanto um embriagado Rogójin
oferece a Filíppovna uma enorme quantia de dinheiro para que ela fique
com ele. Míchkin percebe o desespero em que a jovem mulher se encontra e
pede-a em casamento para a salvar da perdição total, mas Nastássia acaba
por se render e fugir com o rico mercador.
Os dois homens, anteriormente
unidos por uma cúmplice amizade, tornam-se temíveis rivais. Rogójin
tenta mesmo assassinar Míchkin.
Entretanto, Aglaia, a filha mais
nova do general Epantchin, declara o seu amor a Míchkin.
O príncipe não fica indiferente a
tamanha manifestação, e chega mesmo a acreditar que se encontra
apaixonado por ela. Mas Nastássia não suporta a ideia de ter uma rival
no coração de Míchkin e aceita desposá-lo. Rapidamente Míchkin renuncia
do seu amor por Aglaia para salvar Nastássia.
No dia do casamento, a noiva foge
novamente com Rogójin, que acaba por matá-la. A história iniciada com o
encontro de Míchkin e Rogójin desfecha-se com um reencontro dos mesmos
junto do corpo inerte de Nastássia.
O príncipe, que encontra Rogójin
banhado em lágrimas de arrependimento, acaba por soçobrar num estado de
demência total.
Ao fazer de Míchkin uma espécie
de encarnação ideal da bondade e da humildade, um héroi entre as figuras
de D. Quixote e Jesus Cristo, Dostoiévski demonstra o que pode suceder a
um homem genuinamente bom quando posto em confronto directo com a
pérfida realidade envolvente.
Publicado em 1869, «O Idiota» é,
dos cinco grandes romances de Dostoiévski, o mais perfeito a nível
estilístico e de construção dos personagens, mas também o mais
incompreendido na sua época.
«O Idiota» retrata o conflito
sentimental sem resposta entre o bem, o belo, o mal, o ódio, a aversão e
o rancor, que, com o seu génio, Dostoiévski trata de uma forma única e
intemporal.
|
|
|
|
|

O Jogador
Traduzir
|
«O Jogador» foi publicado em
1866, ano em que saiu também «Crime e Castigo», volume que inaugurou
esta colecção das obras de Fiódor Dostoiévski, sendo também a primeira a
ser traduzida directamente do russo.
Passado na Alemanha, num ambiente
de casinos, Aleksei Ivánovitch destaca-se como figura principal - um
jovem com um forte sentido crítico em relação ao mundo que o rodeia, mas
carente de objectivos, que descobre em si a paixão compulsiva pelo jogo.
Dostoiévski expõe as personagens
nas suas motivações mais íntimas, com humor e ironia, criando uma obra
simultaneamente viva e profunda, na melhor tradição dostoievskiana.
O fascínio torturado dos
jogadores adequa-se genialmente ao tratamento de temas caros ao autor, e
ainda o descontrolo e o desespero, as paixões que raiam a loucura e a
solidão sem perspectivas, além de uma análise social impiedosa, por
vezes satírica.
O Jogador, uma das obras mais
lidas deste autor, tem muito da experiência do próprio Fiódor
Dostoiévski, que também foi um jogador compulsivo durante vários anos.
|
|
|
|
|

Noites Brancas
Traduzir
|
O romance «Noites Brancas» foi publicado em 1848. A sua acção, toda ela
impregnada de um intimismo delicado, decorre em Sampetersburgo.
Na cidade buliçosa e distraída
cruzam-se as linhas de duas vidas e de dois destinos. Um encontro
fortuito e efémero, que, no entanto, marcará indelevelmente a vida dos
dois protagonistas. |
|
Florbela
Espanca |
|

Florbela Espanca: Antologia Poética
Organização de Fernando
Pinto do Amaral
Traduzir
|
Nasceu no Alentejo, em Vila Viçosa, a 8 de
Dezembro de 1894. Estudou em Évora, onde concluiu o curso dos liceus em
1917. Mais tarde vai estudar para Lisboa, frequentando a Faculdade de
Direito.
Colaborou no Notícias de Évora e, embora esporadicamente, na Seara Nova.
*(in Sonetos-C.L.)
Foi, com Irene Lisboa, percursora do movimento (recente) de
emancipação da mulher.
Com a sua personalidade de uma riqueza interior excepcional,
escreveu os seus versos com uma perturbação ardente, revelando um
erotismo feminino transcendido, pondo a nu a intimidade da mulher, dando
novos rumos à consciência literária nascida de vivências femininas.
A sua Poesia é de uma intensidade lírica e profundo erotismo. **(E.
de G.Damulakis)
Decidiu o "rumo" da sua vida - aos 36 anos - em Matosinhos, a 7 de
Dezembro de 1930! |
|
João
Ferreira |
|

Agonia: Uma Lição de Vida
Traduzir
|
A "Agonia" em livro é muito mais do que uma
reportagem televisiva. É a visão do autor do antes, o durante e o
depois. Os sessenta minutos de “Agonia” em televisão foram o resumo de
centenas de horas de filmagens e de milhares de histórias contadas com
emoção.
Tudo começou há dez anos quando o
Pedro e o irmão criaram em sua casa uma “sala de chuto”. Cediam o espaço
em troca das doses diárias. E os dias foram passando até à “Agonia”.
Estas linhas também relatam o
papel e a angústia dos que acompanharam o sofrimento de um
toxicodependente na ressaca.
E descrevem a despedida do Pedro,
quando ao fim de três semanas, partiu rumo ao primeiro dia do resto da
sua vida. |
|
Maria Teresa Maia
Gonzalez |
|

A Cruz Vazia
Traduzir
|
Antes de morrer, Ana de Gusmão manda chamar Maria
Inês à sua casa no Alentejo e deposita nas suas mãos uma cruz de madeira
- velha de trezentos anos - onde Cristo está ausente.
De regresso a Lisboa, onde vive, Maria Inês conserva a
misteriosa cruz durante largo tempo, sem saber muito bem qual o seu
significado, nem por que motivo ela lhe chegara às mãos. O verdadeiro
sentido soube-o, um dia, ao ter olhado à sua volta e ter constatado que
cada um de nós carrega na forma de uma dor, na incerteza de um destino,
na doença e na morte, o recorte da esperança, quando nos dispomos a ver
em cada semelhante um destino único e singular e, na cruz, o lugar de
salvação que só a solidariedade e o amor podem imortalizar.
De todos os livros da autora, este é porventura o mais
enigmático e aquele que melhor espelha a complexidade romanesca que
varre o interior de cada personagem. Um livro cheio com pessoas e
tempos, sonhos e adversidades, selado pelas ilusões de um mundo
português em transformação. |
|
|
|
|

A Lua de Joana
Traduzir
|
Ao lermos A
Lua de Joana, não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes,
relegamos para segundo plano aquilo que é realmente importante na vida.
Porque este livro nos alerta para a importância de estarmos atentos a
nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um
caminho que conduza a uma vida plena... Não deixe de o ler! |
|
Nirvana e Kurt
Cobain |
|

Nirvana - Kurt
Cobain
Textos organizados por Ana
Cristina Ferrão
Traduzir
|
«Os ouvidos ribombaram, o cérebro entorpecido foi
invadido por uma queimadura e excitou-se! Um enorme clarão encheu-lhe os
sentidos. Perplexo, pensou: “Esta bate!”.
E umas vozes estranhamente distorcidas
murmuraram: “Bem vindo a casa Kurt! Estávamos à tua espera!”»
Não é a primeira vez que uma estrela de rock’n‘roll abandona os palcos a
destempo segundo os relógios da indústria e dos fãs.
O que é inédito é ternos dado acesso aos recônditos da sua mente
perturbada de forma tão clara e angelical como Kurt fez, transformando
assim a sua morte numa enorme tela onde todos conseguimos pintar um
traço, um borrão, ou uma pintinha mínima de tinta que revele as
paranóias, as depressões, os fantasmas, as obsessões, que julgamos ter
sob controlo – libertação, devoção, sofrimento, desejo, luxúria, abismo,
ternura, triunfo, trauma, dependência, masoquismo.
E por fim o que nos resta é a música. |
|
|
|
|

Kurt Cobain:
Odeio-me e Quero Morrer
Textos organizados por João
Lisboa
Traduzir
|
Este livro, organizado por João Lisboa, compõe-se de
declarações de Cobain sobre a sua vida.
O resultado é uma biografia completa
sobre o vocalista dos Nirvana e autor da atitude de “nevermind”.
Aqui ficamos a
conhecer os episódios que o marcaram para sempre (como o divórcio dos
pais, quando tinha sete anos) e os seus primeiros passos na música, que
mais tarde viriam a dar origem aos Nirvana.
Um bom instrumento
para a compreensão da figura de Cobain e do mito gerado em torno dela. |
|
Paulo
Coelho |
|

Maktub
Traduzir
|
Este volume reúne os textos que foram publicados no
espaço de um ano na Folha de São Paulo. São pequenos textos que
reflectem sobre as lições do grande Mestre do Autor e sobre pequenas
parábolas de outras fontes.
O Autor compara-se, modestamente, a um
tecelão. Mas o certo é que elaborou, artesanalmente, um tecido
multifacetado, colorido, maleável no vestir. Leia, folheie, releia,
medite.
Pois encontrará, nestas páginas,
caminhos viáveis para a sua trajectória pessoal. |
|
|
|
|

O Manual do
Guerreiro da Luz
Traduzir
|
O Autor apresenta textos breves sobre a sagrada
luta que todos nós travamos nas nossas jornadas.
Ele fala-nos de conquistas e
derrotas, escolha e destino, paixão e esperança, gratidão e amizade,
passageiro e definitivo, entre muitos outros temas essenciais da arte de
viver. |
POEMAS
POEMS
|
Fernando Pessoa |

O Mistério das Cousas
Alberto Caeiro
Traduzir |
" (...) Não
acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou !
( Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina. )
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e o sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus ?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe
( Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio ? ),
Obedeço-lhe a viver espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda hora." |
|
Florbela
Espanca |

As Quadras d'Ele I
Traduzir |
[4]
Onde estás ó meu amor.
Que não te vejo apar'cer?
Para que quero eu os olhos
Se não servem p'ra te ver?
Que m'importa a luz suave
Dos olhos que o mundo tem?
Não posso ver os teus olhos
Não quero ver o de ninguém.
...
[7]
Teus olhos têm uma cor
Duma expressão tão divina,
Tão misteriosa, tão triste,
Como foi a minha sina
É uma expressão de saudade
Vogando num mar incerto.
Parecem negros de longe,
Parecem azuis de perto.
Mas nem negros nem azuis
São teus olhos, meu amor.
Seriam da cor da mágoa
Se a mágoa tivesse cor!
...
|
|
|
|
|

Velhinha
Traduzir
|
Se os que me viram já cheia de graça
Olharem bem de frente para mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
"Já ela é velha! Como o tempo passa!..."
Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até ao fim!
Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente...
Já murmuro orações... falo sozinha...
E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos... |
|
Luís de Camões |

Quem Vê, Senhora...
Traduzir
|
Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder de vista só em vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.
Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e alma por querê-los,
Donde já não me fica mais de resto.
Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.
Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que, quanto mais vos pago, mais vos devo. |
|
|
|
|

Quando o Sol
Encoberto Vai Mostrando
Traduzir
|
Quando o Sol encoberto vai mostrando
Ao mundo a luz quieta e duvidosa,
Ao longo de úa praia deleitosa
Vou na minha inimiga imaginando.
Aqui a vi, os cabelos concertando;
Ali, co'a mão na face tão fermosa;
Aqui falando alegre, ali cuidosa;
Agora estando queda, agora andando.
Aqui esteve sentada, ali me viu,
Erguendo aqueles olhos tão isentos;
Aqui movida um pouco, ali segura;
Aqui se entristeceu, ali se riu...
Enfim, nestes cansados pensamentos
Passo esta vida vã, que sempre dura.
|
TEXTOSTEXTS
|
Antoine Saint
Exupéry |
|

Reflexão
Traduzir
|
No fundo, existe apenas um único problema neste mundo: como fazer com
que o homem encontre de novo o sentido espiritual da vida, como
provocar-nos para que retomemos o caminho que nos faz olhar nossas
próprias almas.
Para isso, é necessário
acreditar que a humanidade possa receber um banho da força luminosa que
vem de cima, e que os ares sejam inundados por algo parecido com o canto
gregoriano.
Não podemos continuar vivendo
como se o mundo se resumisse a frigoríficos, políticos, orçamentos, e
palavras cruzadas. |
|
Paulo
Coelho |
|

Não Fica Nada
Traduzir
|
Um noviço estava
na cozinha, lavando as folhas de alface para o almoço, quando um velho
monge - conhecido por sua rigidez excessiva, que obedecia mais ao desejo
de autoridade que à verdadeira busca espiritual - aproximou-se.
- Você pode me dizer o que o superior do convento disse hoje no sermão?
- Não consigo me lembrar. Sei apenas que gostei muito.
O monge ficou estupefacto.
- Justamente você, que tanto deseja servir a Deus, é incapaz de prestar
atenção nas palavras e conselhos daqueles que conhecem melhor o caminho?
Por isso que as gerações de hoje estão tão corrompidas; já não respeitam
o que os mais velhos têm para ensinar.
- Olha bem o que estou fazendo - respondeu o noviço. - Estou lavando as
folhas de alface, mas a água que as deixa limpas não fica presa nelas;
termina sendo eliminada pelo cano da pia. Da mesma maneira, as palavras
que purificam são capazes de lavar a minha alma, mas nem sempre
permanecem na memória.
"Não vou ficar lembrando tudo o que me dizem, só para provar que sou
culto e superior aos demais. Tudo aquilo que me deixa mais leve, como a
música e as palavras de Deus, termina guardado num recanto secreto do
meu coração. E ali permanecem para sempre, vindo à superfície somente
quando preciso de ajuda, de alegria, ou de consolo."
|
|
|
|
|

O Poço e o Seu
Segredo
Traduzir
|
Numa pequena aldeia de Marrocos, um homem contemplava
o único poço de toda a região. Um garoto aproximou-se:
- O que tem lá dentro? - quis saber
- Deus.
- Deus está escondido dentro deste poço?
- Está.
- Quero ver - disse o garoto, desconfiado.
O velho pegou-o no colo e ajudou-o a debruçar-se na borda do poço.
Reflectido na água, o menino pode ver o seu próprio rosto.
- Mas este sou eu - gritou.
- Isso mesmo - disse o homem, tornando a colocar delicadamente o menino
no chão. Agora você sabe onde Deus está escondido. |
FRASES/PENSAMENTOSPHRASES
|

Lua
Traduzir
|
Em geral, ela sinaliza felicidade. Quando está cheia, virá dinheiro extra; lua
nova indica reconciliação; crescente, nascimento; e minguante, separação. |
|
|
|
 |
Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A
maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o
plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais
elevada descoberta.
(Isaac Newton)
Há dois tipos de pessoas: as que têm medo de
perder Deus e as que têm medo de O encontrar.
(Pascal)
É um cientista bem medíocre aquele que pretende
poder passar sem fé ou sem Deus!
(Werner Von braun, criador dos foguetes que levaram o
homem à lua)
|
|
|
|
 |
|
|
|
 |